O Manguezal como patrimônio cultural: Conheça a metodologia da arte-educadora Fabiana Pinho (Ecomuseu Natural do Mangue/CE) na Sessão Dialógica ABREMC neste mês de Abril/2026
O Manguezal como Berço de Identidade e Cultura: ABREMC apoia iniciativa de Fabiana Pinho.
É sob essa perspectiva sensível e urgente que o trabalho de educação ambiental de Fabiana Pinho se destaca, trazendo à luz o valor simbólico, artístico e cultural que este bioma representa para as comunidades que com ele coexistem.
O Que São Serviços Ecossistêmicos Culturais?
Diferentemente dos serviços de provisão (como a pesca) ou de regulação (como a proteção da costa), os serviços culturais referem-se aos benefícios não materiais que as pessoas obtêm dos ecossistemas. No caso do manguezal, estamos falando de:
Valores Estéticos e Artísticos: O mangue como fonte de inspiração para a literatura, a música e as artes visuais.
Identidade e Sentido de Lugar: A forma como o ecossistema molda o modo de vida e o orgulho das comunidades tradicionais.
Conhecimento e Saberes Tradicionais: As técnicas de coleta, as medicinas caseiras e a sabedoria transmitida de geração em geração.
Lazer e Espiritualidade: O espaço do mangue como local de conexão com o sagrado e de recreação ancestral.
Fabiana Pinho aponta uma lacuna crítica: a falta de reconhecimento do manguezal como patrimônio cultural. Por ser frequentemente estigmatizado como um lugar "sujo" ou "insalubre", o mangue acaba sendo negligenciado nas políticas públicas de cultura. Quando um gestor não compreende que o saber de um catador de caranguejo ou a estética de uma embarcação artesanal é um ativo cultural, ele falha em proteger a integridade plena desse território.
Educar para o manguezal, portanto, vai muito além de ensinar botânica ou zoologia. O trabalho de Fabiana propõe uma arte-educação ecológica e cultural, que convida o olhar a perceber a poesia nas raízes e a história gravada na lama.
Integrar para Conservar
Reconhecer a dimensão cultural do manguezal é uma estratégia fundamental para a sua conservação. Quando a comunidade e o poder público passam a ver o mangue como parte integrante de sua identidade e memória, a proteção deixa de ser uma imposição legal e passa a ser um ato de preservação de si mesmos.
O trabalho de educação ambiental liderado por Fabiana Pinho é um chamado para que gestores e sociedade civil rompam com a visão meramente utilitarista. Precisamos entender que o manguezal não produz apenas oxigênio e alimento; produz sentido, história e alma.
Para saber mais, aguardar o vídeo da Sessão Dialógia com Fabiana Pinho que estará disponível no canal do YouTube da ABREMC.
Para contato direto com Fabiana Pinho:
Email: Fabianapinho_8@hotmail.com
Telefone: (85) 99112-6779
Instagram: https://www.instagram.com
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