Sessões Dialógicas ABREMC 2026: Museologia Comunitária em Ação. Saiba mais, acompanhe e participe!!
Sessões Dialógicas ABREMC 2026
Sessões Dialógicas ABREMC 2026:
Museologia Comunitária e o Legado de Paulo Freire
É com grande satisfação que a Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC) abre suas plataformas digitais (quando possível, também presenciais) para a edição de 2026 das nossas Sessões Dialógicas. Mais do que uma série de encontros, este é um território de construção coletiva, onde o conhecimento teórico-prático se encontra com a força dos afetos e das experiências territoriais dos ecomuseus, museus comunitários e iniciativas similares.
O Que São as Sessões?
As Sessões Dialógicas são espaços de troca e de produção de conhecimento entre iniciativas de museologia comunitária. Em 2026, nossos objetivos mergulham nas raízes do pensamento crítico: vamos investigar e debater os contributos das ideias de Paulo Freire para o campo da museologia comunitária.
Como transformar o museu em um instrumento de práxis transformadoras dos nossos territórios? Como a "leitura de mundo" precede a "leitura do objeto"? Estas e outras questões guiarão nossos diálogos mensais.
Dinâmica dos Encontros
Periodicidade: Encontros mensais (ou quinzenais, mediante adesões) online.
Protagonismo: A cada mês (ou quinzena), recebemos convidados(as) de diferentes iniciativas para compartilhar suas práticas e reflexões.
Memória Viva: Todos os encontros serão registrados e servirão de base para uma futura publicação ABREMC, consolidando as pontes entre a pedagogia freiriana e o fazer museal comunitário.
Memória da 1ª Sessão Dialógica ABREMC 2026: O Encontro com o Ecomuseu Morro Grande
No dia 11 de fevereiro de 2026, a diretoria da ABREMC sob a égide do pensamento de Paulo Freire, inaugurou as Sessões Dialógicas 2026, um ciclo que se propõe a ser um exercício de "esperançar" o campo museal brasileiro.
Para esta estreia, tivemos a honra de receber a equipe de coordenação do Ecomuseu Morro Grande, iniciativa situada no município de Cotia, na Grande São Paulo. O encontro, realizado em ambiente virtual, mas preenchido por uma proximidade palpável, reuniu oito participantes que conduzem a luta pela preservação do patrimônio integral e a valorização das identidades locais.
Um Diálogo de Afetos e Saberes
A sessão transcorreu em um clima de amizade e, acima de tudo, por um compromisso com a transformação social. Durante mais de duas horas de diálogo intenso, as telas deram lugar a reflexões sobre o papel do museu no território. Entre os presentes, assinalamos (em nome toda equipe) Cristina Noseda, uma das coordenadoras da iniciativa e que estabeleceu o contato com a ABREMC, permitindo que este encontro se concretizasse.
Seguindo a premissa freiriana de que a educação (e aqui, a museologia) é um ato político, a equipe do Ecomuseu Morro Grande compartilhou os desafios de gerir um espaço que é, simultaneamente, um guardião ecológico e um centro de memória comunitária. Discutiu-se como a museologia, quando apropriada pelo povo, deixa de ser um depósito de objetos para se tornar um processo vivo de conscientização e ação.
O Compromisso com a Escrita Coletiva
Como é diretriz deste projeto, as Sessões Dialógicas não se encerram no momento em que a transmissão é finalizada. Elas são sementes para uma construção teórica maior. Assim, a equipe do Ecomuseu Morro Grande assume agora a tarefa de elaborar um texto-síntese sobre nosso encontro.
Este documento não será apenas um relatório, mas um registro das principais problematizações levantadas, das tensões do território e dos compromissos firmados durante a sessão. Essa produção escrita é parte integrante da metodologia do ciclo e comporá a futura publicação da ABREMC, que pretende sistematizar as (re)conexões entre o pensamento de Paulo Freire e as práticas da museologia comunitária contemporânea.
Rumo aos Próximos Encontros
A retomada das Sessões Dialógicas abre o ano de atividades ABREMC e também reafirma a responsabilidade da ABREMC com o Observatório Brasileiro dos Ecomuseus e Museus Comunitários (OBEM). Saímos deste primeiro encontro com a certeza de que a museologia comunitária no Brasil é um campo fértil, capaz de produzir conhecimento de ponta sem perder a amorozidade e o vínculo com a base.
A ABREMC agradece imensamente aos oito convidados que doaram seu tempo e suas histórias para este excelente "reinicial". Que as reflexões de Cotia ecoem nas próximas sessões e nos ajudem a ler o mundo através da memória.
"Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando." — Paulo Freire
Conheça, acompanhe e participe. Vamos, juntos e juntas, tecer essa rede de saberes e resistências - Email: abremcbr@gmail.com

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